Natal ganha vocação turística
O setor do turismo ganha na década de 60 maior visibilidade e passa a ser favorecido pela ideia de que é capaz de proporcionar o crescimento econômico. Da mesma forma, também acredita-se que é capaz de reduzir os desequilíbrios sociais.
Com a criação da Superintendência de Hotéis e Turismo do Estado em 1964 (SUTUR), órgão estadual, associado às políticas de industrialização de âmbito federal, a infraestrutura local foi melhorada. O estabelecimento de uma rede hoteleira foi viabilizado no estado do Rio Grande do Norte, como destaque em Natal para o Hotel Reis Magos (1965).
No ano de 1966, é instituído o Plano Nacional do Turismo (PLANTUR), o Conselho Nacional de Turismo e a Empresa Brasileira de
Turismo. De acordo com a geógrafa Rita Cruz o PLANTUR, um elemento básico da política nacional que envolve o turismo, jamais saiu do papel (CRUZ, 2002).
As ações que visavam inserir o turismo, embora ignorassem, sistematicamente, o complexo conjunto das relações que envolvem os espaços onde estão constituídas, fato que historicamente pode ser constatado na maioria das políticas urbanas brasileiras, essas ações, no momento em que eram discutidas, levadas ao público, eram temas de jornais, assuntos de rádio ou de televisão e se
impunham às expectativas coletivas.
O que fez com que a cidade fosse sendo reconstruída, materializada e identificada como a Cidade do Sol. As temperaturas elevadas praticamente todo o ano, as areias brancas dos campos dunares, o azul do céu e do mar e as falésias que constituem paredões avermelhados, corporizaram-se em exóticas e apreciadas paisagens que eram divulgadas.
Legenda: Hotel Internacional Reis Magos
Centelhas de uma cidade turística nos cartões-postais de Jaeci Galvão (1940-1980) / Sylvana Kelly Marques da Silva. – Natal, RN, 2013.